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Lucas Moreira: a era dos investimentos públicos em inovação chegou ao Brasil

No epicentro da transformação tecnológica e educacional no Brasil, um nome começa a se destacar como referência quando o assunto é inovação aberta aplicada ao setor público e à formação de talentos: Lucas Moreira. Engenheiro mecatrônico pela USP, mestre em Engenharia Mecânica e com passagem pelo KAIST, na Coreia do Sul, ele carrega uma bagagem…
Press Room • 9 de setembro de 2025

No epicentro da transformação tecnológica e educacional no Brasil, um nome começa a se destacar como referência quando o assunto é inovação aberta aplicada ao setor público e à formação de talentos: Lucas Moreira. Engenheiro mecatrônico pela USP, mestre em Engenharia Mecânica e com passagem pelo KAIST, na Coreia do Sul, ele carrega uma bagagem que combina solidez acadêmica, empreendedorismo premiado e visão global.

Mais do que acumular títulos, Lucas sempre esteve um passo à frente de seu tempo. Foi assim em 2016, quando fundou a CBA Sementes, startup de agritech que revolucionou a produção de batata-semente com aeroponia e inteligência artificial, conquistando reconhecimento da FAO, da ONU e do prêmio internacional Thought for Food. E é assim agora, no comando do Instituto Minerva, organização que se propõe a formar os maiores talentos do setor de inovação no Brasil.

O olhar para o CPSI: inovação como política pública

Em sua aula no Creative Fundraising Program (CFP), Lucas Moreira abordará um tema que ainda é pouco conhecido até mesmo entre gestores públicos e empresários experientes: o CPSI (Contrato Público para Solução Inovadora). Criado pelo Marco Legal das Startups, o instrumento jurídico permite que governos contratem soluções ainda em fase de desenvolvimento para resolver problemas reais.

Lucas é um dos poucos especialistas que consegue traduzir o assunto com clareza. Para ele, o CPSI é mais do que uma nova modalidade de contratação: é a prova de que o Estado pode ser protagonista no fomento à inovação, abrindo espaço para que startups e empresas emergentes apresentem soluções que moldam o futuro da sociedade.

“Se antes a inovação era empurrada para o setor privado, agora vemos o poder público como cliente e parceiro estratégico de quem pensa diferente. O CPSI é a brecha legal para transformar o Brasil em um laboratório vivo de soluções de impacto”, afirma Moreira, em um tom que mistura pragmatismo técnico e a paixão de quem acredita na criatividade como força de transformação.

Instituto Minerva: a escola onde se aprende o futuro

É essa mesma visão que ele imprime no Instituto Minerva, onde atua como presidente desde 2022. Diferente dos modelos tradicionais de ensino, o Minerva aposta na metodologia de Educação Criativa Aplicada: aprender fazendo, em contato direto com desafios reais e com mentoria de líderes do setor.

No hub em São Paulo, jovens talentos e profissionais de diferentes áreas vivem uma experiência que une tecnologia aberta, propósito e inovação prática. A proposta é clara: formar protagonistas preparados para transformar setores inteiros.

Lucas acredita que a educação não pode se limitar à sala de aula. Por isso, o Minerva oferece vivências que vão desde o desenvolvimento de soluções em inteligência artificial aplicada à agricultura até a construção de ferramentas estratégicas para o setor energético ou de governança pública. “O talento brasileiro não falta. O que falta é conectar esse talento a desafios de verdade, que mexam com a vida das pessoas. É isso que fazemos aqui”, diz.

A frente do seu tempo

Com apenas 40 anos, Lucas Moreira encarna o perfil raro do profissional que transita com fluidez entre o empreendedorismo, a academia, o setor público e o terceiro setor. O título de ahead of the curve não é à toa: ele sempre chega antes, seja introduzindo novos modelos de cultivo sustentável, seja ensinando gestores a explorar o potencial de ferramentas como o CPSI, seja redesenhando a maneira como se forma capital humano para a inovação.

Na visão dele, o Brasil tem tudo para ser um celeiro de talentos globais em inovação — mas isso exige coragem institucional e investimento em educação transformadora. E é justamente nessa fronteira entre política pública e formação prática que Lucas e o Instituto Minerva constroem um caminho.

O futuro começa dentro da sala de aula

Na lógica de Lucas Moreira, o futuro não é um lugar distante: ele é uma sala de aula. Cada conceito, cada projeto e cada contrato assinado hoje define o amanhã que vamos habitar. Ao formar jovens inovadores e mostrar como usar instrumentos como o CPSI para colocar ideias em prática, ele não apenas acompanha as tendências — ele as antecipa.

Talvez por isso, quando perguntado sobre sua missão, ele não fala em títulos, cargos ou métricas tradicionais. Para ele, a verdadeira medida de sucesso é simples: “Plantar as sementes do futuro hoje, para que a sociedade inteira colha amanhã”.

E, se depender de Lucas Moreira, o amanhã já começou.

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