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Goiânia, farol de criatividade no Cerrado: WCD planta inovação no coração do agronegócio

Quando o maior festival global de criatividade desembarcou pela primeira vez presencialmente no Centro-Oeste, ficou claro: Goiânia não apenas acolhe o World Creativity Day (WCD) — ela o reinventa. Conhecida por sua arquitetura art déco e por ser berço de grandes nomes da música sertaneja e do rock independente, Goiânia reafirmou em abril de 2025…
Press Room • 3 de setembro de 2025

Quando o maior festival global de criatividade desembarcou pela primeira vez presencialmente no Centro-Oeste, ficou claro: Goiânia não apenas acolhe o World Creativity Day (WCD) — ela o reinventa.

Conhecida por sua arquitetura art déco e por ser berço de grandes nomes da música sertaneja e do rock independente, Goiânia reafirmou em abril de 2025 que criatividade e inovação não são atributos exclusivos dos grandes centros econômicos do Sudeste. Pela primeira vez, a capital goiana recebeu uma edição presencial do World Creativity Day (WCD), o maior festival colaborativo de criatividade do mundo, e reuniu 3.522 inscritos e 1.364 participantes efetivos em uma programação diversa e gratuita

Criatividade no Cerrado: a segunda força depois do Agro

Goiânia mostrou que, no coração do agronegócio brasileiro, também brota uma economia criativa vibrante. O festival reuniu mais de 45 atividades — oficinas, palestras, espetáculos como o “O Ábaco” do coletivo Fruta Bruta, debates sobre empreendedorismo negro, branding, audiovisual e inovação tecnológica.

A diversidade cultural atravessou o Cerrado, articulando escolas, startups, coletivos e marcas locais — entregando uma mensagem clara: existe autonomia criativa e vontade de expandir o diálogo entre cultura, economia e comunidade.

Se a região Centro-Oeste é frequentemente reduzida à sua potência agro, o WCD Goiânia 2025 reflete outra força: a da cultura, da tecnologia, da arte como dinamizadoras do desenvolvimento. Mostra que resistência, tradição e imaginação convivem e se retroalimentam — e que a cidade é capaz de se projetar como um polo criativo com identidade, não cópia de modelos externos.

A edição goiana foi fruto de uma mobilização voluntária impressionante: 40 voluntários, 68 inspiradores e um time de cinco colíderes trabalharam de forma colaborativa para viabilizar o festival. O Hub Goiás concentrou a maior parte da programação, com 33 atividades, mas outras instituições também abriram suas portas, como a PUC Goiás, o Hub Cerrado, a Casa de Cultura da Juventude e o espaço cultural Vera Cult, totalizando 45 atividades entre oficinas, palestras e apresentações artísticas.

A diversidade foi o ponto forte: o espetáculo “O Ábaco”, do Coletivo Fruta Bruta, dividiu espaço com debates sobre empreendedorismo negro, oficinas de audiovisual, discussões sobre estratégias de branding e encontros de inovação tecnológica.

Um líder que conecta gerações

No epicentro dessa iniciativa está Roldão Barros Jr., jornalista e articulador cultural, líder da comunidade Criativer. Foi ele quem costurou a participação de mais de 3.500 inscritos e 1.364 participantes efetivos na edição de Goiânia – um recorde para a região e sinal de maturidade criativa local. Ele não apenas conduziu o evento, mas o encarnou como um movimento aberto, pulsante e genuinamente goiano.

MilkMoo: criatividade que faz a diferença

Um peso local, a franquia goiana Milky Moo, assumiu papel estratégico como mantenedora. Seu apoio foi além do financeiro: tornou-se símbolo de um evento que transborda DNA regional, que entende que a criatividade, quando mobilizada, tem poder de transformação real — inclusive em um contexto conhecido pela força do agronegócio.

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Legado e projeção

Roldão sistematiza bem: “o festival agora é um movimento com o tempero goianiense”. E isso se reflete nas lideranças emergentes — como Karolline Fernandes, apontada para conduzir a edição de 2026 — e no engajamento coletivo de voluntários, patrocinadores e cidadãos.

Milky Moo, por sua vez, materializa algo que transcende brindes ou merchandising: é o espírito de pertencimento e estímulo à vocação criativa regional — uma parceria que legitima e potencializa o legado de Goiânia fora da janela cultural tradicional.

Goiânia não é apenas uma etapa ou cidade-sede. É rota alternativa, pulsante, que demonstra como a criatividade pode ser alicerce de identidade, impacto e renovação regional. Com liderança firme, articulação comunitária e patrocinadores comprometidos — como Roldão e Milky Moo — a capital goiana vive hoje um capítulo decisivo na construção de uma criatividade com raiz no Cerrado, capaz de gerar transformação e inspirar ampliação.

O World Creativity Day Goiânia 2025 revelou que a capital goiana pode ser tão inovadora quanto produtiva. Entre guitarras e startups, voluntários e patrocinadores, o evento mostrou que no coração do agronegócio brasileiro pulsa também uma vocação criativa capaz de transformar pessoas, negócios e comunidades. Goiânia, mais do que nunca, prova que a colheita da inovação pode brotar onde há união de propósito, cultura e imaginação.

Perspectivas para 2026

O evento deixou como legado imediato a construção de uma liderança local. Roldão Barros Jr., jornalista e articulador da comunidade Criativer, emergiu como figura central do movimento, ao lado de colíderes como Karolline Fernandes, já indicada para liderar a edição de 2026.

A expectativa é de que a próxima edição amplie parcerias, alcance mais bairros da cidade e consolide Goiânia como referência nacional em criatividade no Centro-Oeste. “Mais do que explicar o que é o WCD com exemplos de fora, agora podemos mostrar o que ele é para nós e como pode ser feito à nossa maneira”, sintetizou Barros Jr.

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