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Prêmio Nobel consagra o valor da Criatividade para o Desenvolvimento Econômico

O Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2025 foi concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por suas contribuições decisivas à compreensão de como a inovação impulsiona o crescimento econômico sustentado. A consagração da teoria da “destruição criativa” marca um ponto de inflexão histórico: é o reconhecimento formal, pela ciência econômica, de que…
Press Room • 15 de octubre de 2025
The Nobel Prize

O Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2025 foi concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por suas contribuições decisivas à compreensão de como a inovação impulsiona o crescimento econômico sustentado. A consagração da teoria da “destruição criativa” marca um ponto de inflexão histórico: é o reconhecimento formal, pela ciência econômica, de que a criatividade é a verdadeira matéria-prima do progresso humano.

Criado em memória de Alfred Nobel, o prêmio é concedido anualmente a personalidades que contribuem de forma extraordinária para o avanço da humanidade. Entre todas as áreas laureadas, a Economia tem um papel especial: traduzir em modelos, políticas e indicadores as forças invisíveis que movem o desenvolvimento. Em 2025, essa força tem nome — criatividade.

A importância das Ciências Econômicas

As Ciências Econômicas nasceram do desejo de compreender como as sociedades produzem, distribuem e renovam riqueza. Mas ao longo do século XX, boa parte dos modelos econômicos se concentrou em fatores como capital, trabalho e recursos naturais. O trabalho de Mokyr, Aghion e Howitt reorienta esse olhar, mostrando que o motor do crescimento moderno não está na acumulação, mas na invenção.

A partir de modelos matemáticos e evidências históricas, os premiados demonstraram que a inovação é um processo endógeno — ou seja, nasce dentro do próprio sistema econômico, como resultado da busca humana por soluções melhores. O crescimento sustentado, portanto, não depende de fatores externos (como descobertas de recursos ou expansão territorial), mas da capacidade coletiva de criar, aprender e reinventar.

O que é “Destruição Criativa”

O termo “Destruição Criativa”, cunhado originalmente por Joseph Schumpeter em meados do século XX, descreve o ciclo contínuo de renovação que move as economias dinâmicas. Cada inovação cria algo novo — mas, ao mesmo tempo, destrói o que veio antes. Velhas tecnologias, modelos de negócio e profissões são substituídos por novas formas de produzir e viver.

Aghion e Howitt transformaram esse conceito filosófico em uma teoria formal do crescimento. Mokyr acrescentou a dimensão histórica e cultural: as sociedades que prosperam são aquelas que valorizam o conhecimento e a liberdade de imaginar. Em suas palavras, “a verdadeira revolução industrial começou quando passamos a entender o porquê das coisas funcionarem — e não apenas como fazê-las funcionar”.

Destruição criativa não é caos: é o ritual da renovação econômica. É o processo pelo qual o antigo dá lugar ao novo, garantindo que o sistema não entre em colapso pela estagnação. É o mecanismo que transforma crise em oportunidade e curiosidade em prosperidade.

Criatividade: a matéria-prima do desenvolvimento econômico

A vitória do conceito de destruição criativa no Nobel de 2025 reforça uma tese central da World Creativity Organization (WCO): a criatividade é o ativo econômico mais importante para o desenvolvimento sustentável do século XXI.

Fundada com a missão de “reconhecer a criatividade como o ativo mais valioso da humanidade”, a WCO defende há mais de uma década que o desenvolvimento sustentável — social, ambiental e econômico — depende da capacidade humana de imaginar novos caminhos.

Assim como o prêmio reconhece o papel da inovação nas dinâmicas de crescimento, a WCO trabalha para traduzir essa teoria em prática:

Educando líderes criativos por meio de programas de formação como o Creative Leadership Program e o Creative Fundraising Program;

Mobilizando cidades e países em torno do World Creativity Day, reconhecido pela ONU como o Dia Mundial da Criatividade e Inovação (21 de abril);

E inspirando políticas públicas e empresariais que tratem a criatividade não como um luxo cultural, mas como um recurso produtivo essencial.

Da teoria à prática: a economia da imaginação

O reconhecimento a Mokyr, Aghion e Howitt é também uma convocação. Se a inovação é o motor do crescimento, então as sociedades devem investir em educação criativa, ambientes colaborativos e instituições que favoreçam o risco e o experimento — pilares que a WCO vem defendendo globalmente.

A destruição criativa, quando compreendida com responsabilidade, é o antídoto contra a estagnação.
E a criatividade, quando cultivada com propósito, é o elo entre ciência e esperança — a força capaz de equilibrar prosperidade econômica, bem-estar humano e sustentabilidade planetária.

Faça parte da comunidade internacional de membros e profisssionais da World Creativity Organization e ajude a construir um futuro melhor para todos.

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